terça-feira, 29 de outubro de 2013
Programe-se: Dia Mundial da Filosofia
A Nova Acrópole Cuiabá trará duas palestras no dia 9/11 e uma exposição com a linha do tempo das principais escolas de filosofia da humanidade. Também teremos uma ação voluntária envolvendo alunos e a comunidade no domingo, dia 10/11.
Em breve divulgaremos a programação oficial, com horários e local. Mas tudo é aberto ao público e gratuito, se você se interessar, ligue para nós!
[ NOVA ACRÓPOLE CUIABÁ: (65) 3623-8051/8127-4020. A escola fica na Rua J, quadra 2, casa 12, bairro Araés, rua entre o Procon-MT e a Polícia Federal]
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
E por falar em alma...
Nos contos e histórias cavalheirescas a dama sempre representa a alma humana, que muitas vezes está aprisionada na torre do castelo aguardando a vinda de um príncipe corajoso para libertá-la. Pelo caminho, esse nobre cavalheiro que embarca nesta aventura apenas com sua valentia recebe presentes mágicos, como uma espada e um escudo mágico. Assim é o homem que empreende batalha para a conquista de si mesmo brindado com as ferramentas e oportunidades de que precisa para obter a vitória.
Medo, um passo adiante. Esse é o lema de todo grande herói.
Por que na maioria das vezes não combatemos nossos defeitos? Por que é tão difícil?
No livro sagrado hindu 'Bhagavad Gîtâ' (cerca 5 de séculos a. C.), que narra a história da guerra entre os soldados Pandavas e os Kuravas para conquistar Hastinapura (ou Cidade dos Elefantes) o guerreiro Arjuna, comandante dos Pandavas, em desânimo, diz a Krishna, seu mentor:
"Ó Senhor, vendo eu as faces e os vultos dos parentes que querem lutar uns contra os outros sinto exaustos de forças os meus membros e sem sangue o meu coração. As minhas pernas tremem, os meus braços não me obedecem; a minha face está em agonia; a febre queima-me a pele; os pensamentos se confundem no meu cérebro; todo o meu corpo está em convulsões de horror; o arco cai das minhas mãos (...) Não vejo nada de bom em matar em guerra os meus parentes e meus companheiros"
Quantas vezes recuamos diante da luta contra nós mesmos, contra aquilo que nos impede de crescer, de nos tornar mais éticos, íntegros, amorosos e fortes. Quantas vezes nos identificamos tanto com 'aqueles defeitinhos', como a preguiça, a maledicência, a inveja, a cobiça, a gula, a falta de comprometimento, a 'supersinceridade', os ciúmes, ou todo tipo de comportamento egoísta e materialista que nos afasta de nós mesmos, do nosso Eu superior, da conexão com o outro...quantas vezes fraquejamos diante desses defeitos que nos são tão familiares que parecem até nossos parentes! Já parou para pensar nisso?
Então Krishna, o mestre, responde:
"Donde te vem, ó Arjuna, essa covardia? Esta fraqueza, indigna de um homem, faz-te infeliz, pois te fecha as portas do céu. Não te entregues a ela; sacode de ti essa cisma desprezível; levanta-te resoluto e bravo, ó vencedor dos inimigos!"
(...) "Aquele que pensa, em sua ignorância: 'Eu mato' ou 'eu serei morto', procede como criança que não tem conhecimento da verdade, porque o que 'É' na realidade, é eterno, e o Eterno não pode matar nem ser morto".
Portanto, combater os próprios defeitos exige auto-conhecimento na medida em que nos questionamos: 'O que em mim é eterno, o que em mim sobreviverá ao tempo, ou seja, por séculos e milênios?', pois apenas aquilo que não morrerá é eterno, aquilo que é eterno reside no 'Eu sou', no mais, todo o resto perecerá. Investir no que é eterno, como uma semente que é lançada em terra às vezes meio árida, que precisa de muito cuidado para crescer e sobreviver, é a missão do filósofo que anseia pela sabedoria. Sabedoria esta que não têm, mas que quer muito alcançar...
O que em você é eterno? Quais as sementes do 'Eu sou' está cultivando? O que realmente importa? Você costuma enxergar os seus 'Kuravas' (defeitos)? Sabe enumerar seus 'Pandavas' (qualidades/virtudes - em essência)? Costuma ouvir a voz do seu mestre interior, Krishna, como Arjuna fez? Arjuna, o guerreiro que representa a humanidade na sua saga.
Curiosidade: Hastinapura é a Cidade dos Elefantes porque na cultura da Índia o elefante representa sabedoria, olhos pequenos (para pouco enxergar o mundo exterior), orelhas grandes para muito ouvir e compreender, ele tem patas grandes, porém, no seu caminhar, respeita inclusive as trilhas das formigas (como um sábio deve fazer, respeitar a toda forma de vida). O mais importante é que tem 'vontade' inabalável, já que se ouvir um chamado da sua manada passará por qualquer obstáculo para se juntar aos seus. Assim deveria ser o homem, um ser de muita vontade.
Esse livro, que é na verdade uma sabedoria muito antiga que trata dessa batalha interna do ser humano e é um manual para quem está disposto a vencer a si mesmo, está disponível para aquisição na livraria da Nova Acrópole Brasil: http://www.lgbvirtual.com.br/
Na Nova Acrópole Cuiabá os alunos têm disponível a leitura comentada da obra todas as quartas-feiras, das 19h30 às 20h30, a atividade é gratuita.
domingo, 27 de outubro de 2013
O mágico de Oz e a saga da humanidade
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| Aluna Merlim, Júlia Domingues Santos, cantando a música que é tema do filme. Bela performance |
A palestra realizada na noite de sábado (26/10), pela estudante de filosofia na Nova Acrópole Cuiabá, Rose Domingues, mostrou que a Dorothy representa a alma humana em sua juventude eterna.
Mas, o que é ser ‘jovem de alma’? Um dos atributos é o desenvolvimento da coragem, que do latim seria ‘agir’ com o ‘coração’. Agir com o coração é sempre colocar o melhor de nós em tudo, é buscar desenvolver atitudes elevadas e que transformem efetivamente o mundo em um lugar melhor de se viver. Começando por nós mesmos, claro. O 'jovem de alma' também traz em si o símbolo por possuir ‘sede de aventura’, sempre atrás de resolver mistérios, com a justiça ao seu lado e proporcionando o melhor a todos (unidade/amor). A Dorothy vai para Oz em busca de aventura!
Na história também fica evidente que ela é uma pessoa de natureza simples, como um livro aberto sempre, coração puro, sempre disposta a ajudar os outros, mesmo aquelas pessoas que não conhece. Não
tem uma mente complexa, que pensa nos benefícios ou prejuízos que determinadas situações lhe poderiam causar (egoísmo). Essa é uma das chaves para a felicidade e a conquista da sabedoria: andar pela trilha dos tijolos amarelos rumo à Cidade das Esmeraldas. "Amarelo porque reluz como ouro, ouro para Buda representa o caminho do meio, ouro porque é amarelo como o Sol, o sol nas tradições representa Deus, representa o fogo eterno das virtudes. Esmeraldo é uma joia, como é a sabedoria para nós, o verde pode nos remeter à conexão com a natureza, para que possamos nos tornar uno com tudo e todos", explica Rose.
Além da palestra, houve um diálogo filosófico e uma bela música apresentada pela pequena aluna Merlim, Júlia Domingues Santos, da música 'Somewhere Over The Rainbow' (versão em português). Ainda teve, claro, um lanchinho preparado com carinho pelas queridas alunas da Nova Acrópole Cuiabá, Caroline Pinnow, Andréia Cruz e Jennefer Cassol!
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| Júlia Domingues Santos: Dorothy |
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| Rose Domingues, aluna e palestrante da noite e sua filha Júlia, inspiração |
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| Plateia gostando da palestra |
Nova Acrópole Cuiabá: participação no programa Revista
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| Roni Almeida(último da direita para a esquerda) com os outros entrevistados e a apresentadora Aline Romio |
"Na Nova Acrópole trabalhei muitos anos com crianças e jovens e percebia a diferença nas gerações, pois algo que era muito comum e fácil para seus pais, como subir em uma árvore, era muito difícil para seus filhos"
O diretor da Nova Acrópole Cuiabá, Roni Almeida, participou no sábado, às 12:30, do programa Revista (canal 10 - TV Record MT). Ele explicou durante o debate sobre 'Adolescência até 25 anos' quais as fases da educação clássica, que começa com a idade do amor (0 aos 5 anos), depois passa para a idade dos contos (5 aos 14 anos), idade da aventura (14 aos 20 anos), idade do ofício (20 aos 29 anos). Poupar os filhos de tudo, superprotegê-los, dar-lhes muitas facilidades, impede que eles possam viver suas 'pequenas e primeiras provas', que são essenciais para que possam se lançar à vida.
"Já ouvi muitas vezes essa frase de um psicólogo famoso, que criar filhos é uma arte, a arte de se tornar desnecessário, é educá-los para serem independentes, corajosos".
Logo mais colocaremos o link com a entrevista (www.gazetadigital.com.br).
[Obrigada à toda a equipe do programa Revista, Márcio Moreira, Ariela Nunes, aos meninos que estavam nas câmeras, à apresentadora Aline, parabéns, o programa foi nota 10! Falar em educação é sempre bem-vindo nesse contexto atual. Lembrando que educar pela sua origem do latim significa 'eduzir' ou 'tirar de dentro', ou seja, é um processo de despertar da consciência, despertar o que há de melhor em nossas crianças e jovens. Mas para isso, temos que também passar pelo nosso 'despertar']
sábado, 26 de outubro de 2013
JORNAL A GAZETA HOJE
As mensagens simbólicas do filme ‘O mágico de Oz’ serão resgatadas a partir de uma palestra gratuita realizada pela escola de filosofia Nova Acrópole Cuiabá, hoje, a partir das 18h30. A programação é aberta ao público adulto e infanto-juvenil
"Um leão covarde, um homem de lata que sofre por não ter coração, mas, é muito sensível, e um espantalho que mesmo não tendo cérebro tem ideias brilhantes. Quem seria Dorothy se não a alma humana em busca de um lugar ‘além do arco íris’? Em busca da ‘sabedoria’?” (Roni Almeida, professor de filosofia acropolitana)
Leia a reportagem completa: http://www.gazetadigital.com.br/pdf/m10a13/g2602v-e.pdf
[Nova Acrópole Cuiabá: (65) 3623-8051/8127-4020. A escola fica na Rua J, quadra 2, casa 12, bairro Araés, rua entre o Procon-MT e a Polícia Federal]
DIÁRIO DE CUIABÁ HOJE
Você já se sentiu vivendo em um mundo 'preto e branco'?
Pois é assim que a Dorothy se sente no início do filme, até chegar a Oz, durante um tornado...
O livro foi escrito em 1900, o filme é de 1939, mas 'O mágico de Oz' é eterno em nossos corações porque retrata justamente a saga do ser humano em busca da sabedoria, em busca da felicidade. Na obra, o leão, o espantalho e o homem de lata desempenham papéis importantes simbolicamente, você sabe quais são? O mesmo acontece com as bruxas do Norte (a boa) e do Leste e Oeste (más), o Mágico de Oz, o cachorrinho Totó, a cidade das Esmeraldas, inúmeros elementos e personagens querem nos dizer alguma coisa!
Se quiser compreender um pouco mais desta sabedoria que foi nos deixada a partir desse clássico, participe da nossa palestra hoje, a partir das 18h30, na Nova Acrópole Cuiabá! É uma atividade gratuita, aberta ao público adulto e infanto-juvenil!!!!
Leia a reportagem completa no caderno DC Ilustrado: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=441010
[Nova Acrópole Cuiabá: (65) 3623-8051/8127-4020. A escola fica na Rua J, quadra 2, casa 12, bairro Araés, rua entre o Procon-MT e a Polícia Federal]
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
A pedagogia do exemplo
~ O homem acredita mais com os olhos do que com os ouvidos. Por isso longo é o caminho através de regras e normas, curto e eficaz através do exemplo ~
Sêneca
E quem foi este célebre filósofo?
Viveu entre 4 a.C. e 65 d.C., em Roma, foi um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano. Conhecido também como Séneca, o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista.
Séneca ocupava-se da forma correta de viver a vida (ou seja, da ética), da física e da lógica. Via o sereno estoicismo como a maior virtude, o que lhe permitiu praticar a imperturbabilidade da alma. Juntamente com Marco Aurélio e Cícero, estava entre os mais importantes representantes da intelectualidade romana.
Ele via no cumprimento do dever um serviço à humanidade. Procurava aplicar a sua filosofia à prática. Deste modo, apesar de ser rico, vivia modestamente: bebia apenas água, comia pouco, dormia sobre um colchão duro. Séneca não viu nenhuma contradição entre a sua filosofia estoica e a sua riqueza material: dizia que o sábio não estava obrigado à pobreza, desde que o seu dinheiro tivesse sido ganho de forma honesta. No entanto, devia ser capaz de abdicar da riqueza.
Para que nos serve a dor?
Há uma pergunta que, em silêncio ou em voz alta, costumamos formular várias vezes ao dia, muitas, muitas vezes na vida. Por que os homens sofrem? Por que existe a dor?
Esta questão aponta para uma realidade que não podemos escapar. Todo mundo sofre, por uma razão ou outra, todos sangram em seu coração e tentam em vão agarrar uma felicidade concebida como uma sucessão ininterrupta de prazeres e satisfações. Vem à mente uma parábola do budismo, que sempre me impressionou, aparece nos livros sob o nome 'O grão de Mostarda'. E, em síntese, reflete a dor de uma mãe que perdeu seu filho, mas que, no entanto, confia que ele vai voltar à vida graças às artes mágicas de Buda. Este não desencoraja a mãe, só lhe pede que para ressuscitar seu filho lhe traga um grão de mostarda encontrado em um lar onde não se conheça a desgraça...
O final da parábola é óbvio: o grão de mostarda, esse grão tão especial, jamais aparecerá, e a dor da mãe será atenuada, em parte, ao comprovar quantos e quão grandes são também os sofrimentos de todos os demais seres humanos. Mas o fato de que todos os homens sofrem não remove nem explica a realidade do sofrimento. E voltamos a perguntar, por quê? Velhos ensinamentos, mais velhos ainda que a citada parábola, nos ajudam a penetrar no intrincado labirinto da dor.
Em geral, somos informados que o sofrimento é o resultado da ignorância. Então, somamos dor após dor, ou seja, aos fatos dolorosos em si, adicionamos o desconhecimento das causas que levaram a esses acontecimentos: não somos capazes de chegar à raiz das coisas para descobrir a fonte profunda daquilo que nos preocupa; simplesmente ficamos na superfície da dor, ali onde mais se sente e ali onde mais se manifesta a incapacidade para sair da armadilha. Não sabemos a causa do que acontece conosco, e nos ignoramos a nós mesmos, somando uma dupla incapacidade de ação positiva.
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