quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Como aplicar a Justiça?




~ Ghandi diz mais: Não se constrói uma nação justa sem homens justos! ~

Justiça é um dos conceitos mais refletidos pelo filósofo Platão, especialmente em A República, uma das suas mais importantes obras que narra a partir de diálogos os meios de se chegar a um Estado ideal, onde a justiça prevaleça. Você quer compreender melhor essas ideias? Então venha conhecer o curso de filosofia da Nova Acrópole Cuiabá!

Ainda estamos com matrículas abertas para a turma de sexta-feira!

[Informações: (65) 3623-8051/8127-4020. Nosso Facebook: www.facebook.com.br/NovaAcropoleCuiaba]

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Professora Lúcia Helena Galvão faz palestra em Cuiabá


A diretora e professora da Nova Acrópole Nacional, de Brasília, Lúcia Helena Galvão, trouxe uma história simbólica 'Os 10 touros' para representar a saga do homem conforme a sabedoria oriental durante uma palestra, no sábado (2/11), a partir das 20h, na Nova Acrópole Cuiabá, capital de Mato Grosso 

O que um garoto franzino, armado com uma cordinha e à procura de um touro tem a ver conosco? Muito. Ela explica que esse garoto 'somos nós'. Franzino porque vivemos um momento histórico em que a humanidade está muito débil diante do touro, que simboliza como na história do Bhagavad Gîta (epopeia hindu de 5 mil anos - Índia) os nossos 'kuravas' (ou defeitos/limitações), e está forte, valente, perigoso, vive a 'nos dar rasteiras'. O maior problema não é ter um touro, mas não saber como controlá-lo: na maioria das vezes ele, que deveria ser apenas um instrumento, tem o poder das decisões, guiando os homens ao pior de si, que são pelos instintos e, especialmente, egoísmo. É a falsa ideia da 'separatividade', dita por Platão e mostrada em uma síntese do seu trabalho, o Mito da Caverna.

'Que prisão é esta na qual nos encontramos'? Que touro é este? Eu tenho um? Será que eu tenho coragem de procurá-lo? Como fazer isso? Só para você entender, estar na caverna é como viver a simbologia do Minotauro, que é um homem com cabeça de touro porque o 'Eu animal' está no comando. Na caverna porque os homens acorrentados nem percebem que aquelas projeções na parede são falsas...eles são manipulados a partir dos seus instintos pelos homens da caverna. Mas, venha cá, quantas vezes não fomos nós esses senhores? Quantas vezes manipulamos os outros por sabermos mais ou por puro egoísmo? Lúcia Helena chama a atenção para que possamos fazer reflexões internas, já que o problema geralmente não é 'o touro do outro' e sim o próprio. "A melhor maneira de mudar o mundo é encarar o próprio touro, educá-lo, como fazemos com um cãozinho que adotamos e temos que mostrar cotidianamente, até ele aprender, onde comer, com fazer suas necessidades, como se comportar, exige-se paciência, perseverança".

O filósofo sabe que precisa procurar seu touro. Então sai em busca...quem procura acha. Mas, meio de lado, sem saber direito como fazê-lo, quer encarar o bicho...que parece muito grande! A inteligência e a estratégia são ferramentas importantes na hora de se domar esse animal aparentemente feroz. O herói Hércules mostrou uma técnica interessante: tapou-lhe as narinas, deste modo, sem ar, não resistiria. Para quem tem conhecimento da filosofia à maneira clássica, sabe, 'ar tem a ver com o corpo astral', ou seja, o que gostamos ou não de fazer, de onde nascem as motivações. "Depuração do gosto ajuda muito na educação do nosso touro, não é fácil, nem simples, mas vale a pena desenvolver novos hábitos de vida". Já o rapaz da historinha resolveu amarrar as pernas do touro, claro, num ato de coragem, o que simbolicamente nos mostra que 'é preciso ir na base', e onde nascem todas as coisas? No pensamento, no mundo das ideias. Ou seja, é preciso enxergar os defeitos como defeitos. Com essa visão clara de si mesmo, sem justificativas, sem verdades pela metade é possível realizar uma batalha mais justa..."Para combater defeitos é preciso admiti-los primeiro, saber a dimensão deles, analisar, é preciso ter coragem de admitir para si mesmo e não se justificar mais".

Teseu vence o Minotauro com a ajuda de Ariadne
Mais que força, inteligência e coragem

Várias civilizações têm seus heróis representando essa luta contra o touro...algumas, como a egípcia, já transcenderam, tornaram o touro apenas um veículo que possa servi-los a um bem supremo. O sábio, como Lao Tsé, mostra que isso é possível, há histórias sobre ele atravessando a China no lombo do seu boi, tocando uma flauta, tranquilo da vida, rumo a Índia. Isso representa o domínio completo de si mesmo, do seu Eu animal. Os 10 passos até chegar à unidade completa, como Buda e outros mestres, são o caminho da evolução humana, a saga do homem. Sem perder isso de vista, é possível dar os primeiros passos rumo à libertação e à iluminação. "A evolução não é uma condição inexorável, sem esforço, sem empreender a batalha todos os dias, o homem não vai chegar aonde deve chegar. Por isso qualquer passo é importante, ainda que pequeno". Lúcia lembra que há dois caminhos para se chegar ao touro, para educá-lo, um deles é por meio da consciência, à maneira filosófica, 'eu tenho um touro, vou procurá-lo', o outro é por meio das provas da vida, que quase sempre são mais dolorosas. "Ninguém deixa de ter desafios, mas quando estamos preparados para a batalha, quando refletimos e planejamos, o caminho se torna mais inteligível, sofremos menos, pois enxergamos tudo como oportunidades de crescimento".

Veja algumas fotos do evento, seguido por um delicioso jantar e apresentações culturais dos alunos da Nova Acrópole Cuiabá:

Escritora Isabella Arruda lança 'Histórias para despertar' em Cuiabá



O evento foi realizado no sábado (02/11), uma tarde muito agradável, em que Isabella Arruda desenvolveu vários contos de fadas com fundo filosófico para as crianças e jovens de Cuiabá. Mesmo os adultos que estavam na plateia se sentiram tocados pelas histórias que trazem muitos pontos de reflexão.


A estudante do Merlin em Cuiabá, Julia Domingues Santos, adorou o livro. Quis até dedicatória e posar para foto com a escritora Isabella, que é estudante de Direito na UnB, e aluna da Nova Acrópole Brasília, onde deu seus primeiros passos na elaboração do livro durante o trabalho voluntário com as crianças do Merlin, o que ela avalia 'como fonte de inspiração'.


O que aconteceria se de repente todos os órgãos do corpo, mãos, pés, braços, pescoço resolvessem, a partir de uma decisão democrática, em que a maioria resolve o que fazer, livrar-se da cabeça? 'Ela só fica ali parada, achando que sabe tudo', diz as mãos, obtendo votos favoráveis de quase todo o corpo...quando num ato de coragem, o coração, sozinho, defende a cabeça: 'Mas ela pensa por todos nós, se não fosse por ela, o corpo não funcionaria!'. Mesmo assim, decidida, a maioria resolveu pelo fim da cabeça, provocando, claro, a morte de todos. Será que esta história tem a ver com a nossa sociedade? Isabella faz um convite à reflexão sobre sociopolítica (unidade fora de nós, na visão acropolitana)...


A plateia prestigia a escritora Isabella, que tão bem conduziu os trabalhos da tarde. Para o bom observador, foi possível ver que o livro resume todo o curso básico de filosofia, com histórias que falam de Confúcio (sábio da China), Aristóteles, Platão, Egito, Índia (e a constituição septenária), etc. A escola Nova Acrópole Cuiabá agradece a participação de todos!

Cuiabá realizará palestras no 'Dia Mundial da Filosofia'



No dia 9 de novembro, todas as escolas Nova Acrópole em todo o mundo (são mais de 55 países) programaram várias atividades em comemoração ao Dia Mundial da Filosofia, data escolhida pela Unesco.

Em Cuiabá, a partir das 14h, haverá uma exposição 'linha do tempo' com as principais escolas de filosofia na história. Também estão programadas duas palestras: às 17h, e às 20h, no auditório da Livraria Janina do Shopping Três Américas.

Você sabe qual o papel da filosofia na construção da história? Então venha saber! 

[Outras informações na Nova Acrópole Cuiabá: (65) 3623-8051/8127-4020. A escola fica na Rua J, quadra 2, casa 12, bairro Araés, rua entre o Procon-MT e a Polícia Federal]

sábado, 2 de novembro de 2013

Reflexões sobre a morte: Bardo Thodol, o livro dos mortos tibetano



Nesta data oportuna, nós indicamos a você assistir à palestra da diretora nacional da Nova Acrópole Brasil, Lúcia Helena Galvão, 'Bardo Thodol, o livro dos mortos tibetano' (parte 1): http://www.youtube.com/watch?v=FKJGsSV46WU

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=_2_g1cJj3Ss

O livro Bardo significa 'a travessia', o processo de passar pelo portal, umbral, ou seja, a libertação do momento da morte. Lúcia explica que temos vários processos como esse 'de vida e morte' dentro da própria vida. A morte seria, portanto, sair de um patamar de consciência para outro. Observe: quando crescemos, algo morre para dar espaço a algo novo, e isso não se faz sem dor, sem guerra, ou seja, temos vários 'Bardos' ao longo da vida...

Saber morrer é uma consequência natural de saber viver. A mentalidade oriental sobre a morte não é parecida com a nossa. A morte física, para esse povo, é uma das muitas mortes ao longo da vida e não é a mais importante, porque ela não leva de nós o que é mais importante. Há mortes mais delicadas do que a física, já que os tibetanos não acreditam que algo possa se extinguir. Saber crescer, saber aproveitar as oportunidades para chegar a outro patamar sim é saber viver! E quando 'não se vive' em vida sim, é algo muito mais delicado do que perder as vestes do corpo físico. 

Sobre o Tibet, o que veio a público: a invasão da China, discussões políticas. Dalai Lama faz viagens pelo mundo em protesto pacífico. Não se sabe muito. País longínquo, com um líder religioso que não sabemos nem que religião tem, será que é o mesmo 'Zen Budismo' da China? Ou daquele Budismo que nasceu com Buda, na China?

Nós compilamos alguns trechos apenas. Se quiser entender melhor sobre o livro dos mortos 'que nos ensina a viver', porque nada melhor do que a proximidade com Ela, para nos resgatar o 'sentido mais profundo da vida', assista aos vídeos com a palestra! Excelente feriado, excelentes reflexões! ^^

JORNAL FOLHA DO ESTADO HOJE: tarde de contos e lançamento de livro de histórias


A Nova Acrópole Cuiabá traz a magia das histórias que embalam os sonhos das crianças na fase mais mágica de suas vidas hoje (02/11), a partir das 16h, atividade gratuita e aberta para crianças e adultos

 “É comum a criança terminar de ouvir a história e querer vestir-se igual ao personagem preferido. Se a criança puder vincular o Conto com a virtude que está desenvolvendo, mesmo quando adulta, essa relação não se perderá” (Isabella Arruda, escritora e aluna da Nova Acrópole de Brasília)

Leia a reportagem completa no caderno Folha 3, no link do jornal Folha do Estado, de Mato Grosso: http://www.folhadoestado.com.br/manutencao/

DIÁRIO DE CUIABÁ HOJE: Contos infantis ganham vida



O evento da Nova Acrópole Cuiabá traz a magia das histórias que embalam os sonhos das crianças na fase mais mágica de suas vidas hoje (02/11), às 16h, atividade gratuita

“Se a criança puder vincular o Conto com a virtude que está desenvolvendo, mesmo quando adulta, essa relação não se perderá” (Isabela Arruda, escritora e aluna da Nova Acrópole Brasília)

Caroline Pilz Pinnow

Era uma vez uma menininha linda de quem todo mundo gostava, principalmente a avó, que não sabia mais o que inventar para agradá-la. Certa vez, deu a ela um chapeuzinho de veludo vermelho que a menina não tirou mais da cabeça. Por isso, todo mundo acabou chamando-a ‘Chapeuzinho Vermelho’. A história desta garotinha já é bem conhecida, o que poucos ainda sabem é que a saga dela tem muito a ver com a vida humana. O lobo nesta história representa o eu animal, aquele que devora o ser humano que há em cada ser. A Chapeuzinho simboliza o homem que precisa passar pela floresta e enfrentar os desafios, assim como na vida. Já a vovozinha é o símbolo da sabedoria que deverá ser resgatada de dentro do homem animal (lobo). Os contos de fadas são muito mais do que historinhas e por muito tempo foram usados na educação das crianças. Resgatar a simbologia existente em cada um deles é o papel da obra ‘Histórias para despertar’, da estudante de Direito Isabella Arruda, aluna da Nova Acrópole de Brasília que estará no sábado (02/11), às 16h, na sede da escola de filosofia de Cuiabá para uma ‘tarde de contos’, com lançamento do livro em Mato Grosso para 17h30. A entrada é franca e aberta ao público.

Os contos de fadas se baseiam em mitos e tradicionalmente foram repassados de forma oral. Eram a oportunidade que a criança tinha de entrar em contato com um mundo encantado, onde ela tem o poder de ser quem quiser, encarnar o papel do herói, do príncipe, ou da heroína e da princesa. Era função dos contos, despertar as qualidades latentes da alma. “A criança, quando houve uma história, não a entende por meio do intelecto, mas a vive interiormente”, explica a autora. Ela conta que muitas vezes o herói tem que lutar com bruxas e outros seres malvados (que representam os instintos) para poder resgatar a alma prisioneira (a princesa) e casar-se com ela. Contos como os da ‘Bela Adormecida’, ‘Branca de Neve’, ‘Cinderela’ e a ‘Gata Borralheira’ têm esse tema. Ao término de cada história vem o ‘foram felizes para sempre’, porque, na realidade, não se trata da união entre seres mortais e sim de um elo que unifica o Ser Humano com sua Alma.

Nova Acrópole Cuiabá

É uma escola de filosofia à maneira clássica, que busca fazer o estudo comparado das principais civilizações, sempre com o intuito de aplicar esses conhecimentos à prática, ou seja, como manual na ‘construção de si mesmo’. Há uma turma de estudos com matrículas abertas, o curso básico tem duração de sete meses, uma vez por semana, com matérias como Ética, Sociopolítica e Filosofia da História, em que os principais grandes pensadores e filósofos da cultura ocidental e oriental são estudados. Além disso, a escola também proporciona atividades extras para vivências culturais e práticas, como leitura comentada de obras clássicas, oficinas de xadrez, de poesia, recitais de poesia e trabalho voluntário.  Outras informações: (65) 3623-8051/8127-4020. Acompanhe nossas notícias e programações: www.facebook.com/NovaAcropoleCuiaba.

Leia a reportagem completa no caderno Ilustre, do jornal Diário de Cuiabá: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=441378

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

AMANHÃ: Tarde de contos de fada, com a escritora Isabella Arruda


A história da Chapeuzinho vermelho é repleta de símbolos interessantes
A vovó é sinônimo de sabedoria, a menina significa 'nós' (humanos)
em sua saga pela vida, e o lobo mau representa nossos instintos

O evento é gratuito, será realizado amanhã, a partir das 16h, na Nova Acrópole Cuiabá, é aberto a crianças, jovens e adultos!

ISABELLA ARRUDA é estudante de Direito da UnB, membro da escola de filosofia Nova Acrópole de Brasília, e vem a Cuiabá lançar seu livro 'Histórias para despertar' também em terras mato-grossenses. “Se a criança puder vincular o Conto com a virtude que está desenvolvendo, mesmo quando adulta, essa relação não se perderá”, explica a jovem acropolitana.

Você qual é a importância dos contos de fada?

Era uma vez uma menininha linda de quem todo mundo gostava, principalmente a avó, que não sabia mais o que inventar para agradá-la. Certa vez, deu a ela um chapeuzinho de veludo vermelho que a menina não tirou mais da cabeça. Por isso, todo mundo acabou chamando-a ‘Chapeuzinho Vermelho’. A história desta garotinha já é bem conhecida, o que poucos ainda sabem é que a saga dela tem muito a ver com a vida humana. O lobo nesta história representa o eu animal, aquele que devora o ser humano que há em cada ser. A Chapeuzinho simboliza o homem que precisa passar pela floresta e enfrentar os desafios, assim como na vida. Já a vovozinha é o símbolo da sabedoria que deverá ser resgatada de dentro do homem animal (lobo). Os contos de fadas são muito mais do que historinhas e por muito tempo foram usados na educação das crianças. Resgatar a simbologia existente em cada um deles é justamente a proposta do livro de Isabela Arruda.

O 'felizes para sempre' remete ao encontro eterno do ser
humano com a sua alma imortal
Os contos de fadas se baseiam em mitos e tradicionalmente foram repassados de forma oral. Eram a oportunidade que a criança tinha de entrar em contato com um mundo encantado, onde ela tem o poder de ser quem quiser, encarnar o papel do herói, do príncipe, ou da heroína e da princesa. Era função dos contos, despertar as qualidades latentes da alma. “A criança, quando houve uma história, não a entende por meio do intelecto, mas a vive interiormente”. Isabella conta que muitas vezes o herói tem que lutar com bruxas e outros seres malvados (que representam os instintos) para poder resgatar a alma prisioneira (a princesa) e casar-se com ela. Contos como os da ‘Bela Adormecida’, ‘Branca de Neve’, ‘Cinderela’ e a ‘Gata Borralheira’ têm esse tema. Ao término de cada história vem o ‘foram felizes para sempre’, porque, na realidade, não se trata da união entre seres mortais e sim de um elo que unifica o Ser Humano com sua Alma.

A Nova Acrópole busca resgatar essas figuras e símbolos que são essenciais na formação de crianças e jovens, pois são exemplos importante na formação do caráter. Quem quiser saber mais sobre o evento, ligo para nós!

[Nossos telefones em Cuiabá: (65) 3623-8051/8127-4020]

HOJE: OFICINA DE POESIA


O poeta mato-grossense Wilson Trannin ministrará oficina de poesia hoje (01/11), a partir das 21h, gratuitamente, na escola de filosofia Nova Acrópole Cuiabá

Os encontros são quinzenais, sempre no mesmo horário, e abertos ao público. Não é preciso ter conhecimento prévio de poesia ou filosofia para participar. A OFICINA É ABERTA AO PÚBLICO E GRATUITA. Wilson lançou em Cuiabá, no mês de agosto, seu primeiro livro 'Poesia & Encanto', obra que nasceu do contato deste poeta com os ensinamentos da filosofia, ou seja, do autoconhecimento e do aperfeiçoamento dos valores humanos, que são as virtudes. Os participantes serão conduzidos a partir desse mesmo processo 'interior' ao contato com a 'mestra poesia'.

Sobre a imagem ilustrativa: Calíope (bela voz), a primeira entre as irmãs, era a musa da eloquência (primeira, da direita para esquerda) e Urânia (a celestial), musa da astronomia e astrologia. O quadro é do artista Simon Vouet (Paris, 1590 a 1649), um pintor barroco francês.

A musas eram entidades mitológicas a quem era atribuída, na Grécia Antiga, a capacidade de inspirar a criação artística ou científica. Na mitologia grega, eram as nove filhas de Mnemosine (memória) e Zeus. O templo das musas era o Museion, termo que deu origem à palavra museu nas diversas línguas indo-europeias como local de cultivo e preservação das artes e ciências.

[Nova Acrópole Cuiabá: (65) 3623-8051/8127-4020]

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Como lidar com a solidão?



A professora da Nova Acrópole de Brasília, Lúcia Helena Galvão, afirma que para 'lidar com a solidão' é preciso primeiramente observar como a enxergamos:

Se é como um momento especial, a exemplo da música 'Casa no campo', de Renato Teixeira... http://www.youtube.com/watch?v=V1TLX2fZG8w

Ou como uma fera que nos devora, na descrição da música de Alceu Valença....
http://www.youtube.com/watch?v=vctGmDWn9sc

Afinal de contas, o que sofremos será que é de solidão ou isolamento? Pesquisas apontam que ao comparar municípios pequenos, com até 4 mil habitantes, e São Paulo, onde há na região cerca de 18 milhões de pessoas, o fenômeno 'solidão' estaticamente maior é na região metropolitana paulista, a mais populosa do Brasil. Ou seja, os mais solitários parecem estar curiosamente no meio de milhões de pessoas, não faltando, deste modo, a presença do 'outro'. O que falta, então?

Lúcia Helena explica que para Platão, 'A solidão é o ateliê onde o atento artista de si mesmo trabalha a matéria da vida, não há arte ou beleza em geral sem ela'. A solidão negativa seria, deste modo, estar desacompanhado de si mesmo. Como o ser humano é evidentemente um ser social, necessita compartilhar afetividade, estar com o outro, estudos antropológicos e arqueológicos mostram que há milhões de anos os humanos já viviam em comunidade. Mas aí está a grande chave: para 'compartilhar' há que se ter algo a oferecer, não simplesmente 'a receber'.

Professora Lúcia Helena Galvão esclarece que apenas
quando não temos vida interior estar sozinho
é um incômodo
Muitas pessoas dizem que a vida é um 'vazio' e que o outro trará tudo aquilo da qual necessita, estabelecendo uma relação de passividade com a vida, com os relacionamentos, praticamente uma relação vampiresca, de mão única. "O homem que não tem vida interior vai esperar que o sentido da sua vida seja preenchido pelo outro, quando isso não ocorre se sente frustrado, o que gera ressentimentos, traumas que levam ao isolamento. Mas tudo isso porque depositou sua felicidade nas mãos de outras pessoas, mas é necessário entender que o outro pode apenas caminhar ao nosso lado".

Como fazer para desenvolver esse ritmo de preenchimento interno? Como buscar em nós o sentido da vida e as nossas motivações?