domingo, 1 de maio de 2016

Sobre o Trabalho - Khalil Gibran

Depois um operário lhe disse: Fala-nos do Trabalho.

E ele respondeu, dizendo:
Vós trabalhais para poder manter a paz com a terra e a alma da terra.
Pois ser ocioso é tornar-se estranho às estações e ficar afastado da procissão da vida que marcha majestosamente e com orgulhosa submissão em direção ao infinito.
Quando trabalhais sois uma flauta através da qual o sussurro das horas se transforma em música.
Qual de vós quereria ser uma cana muda e silenciosa, quando tudo o resto canta em uníssono?
Sempre vos disseram que o trabalho é uma maldição e o labor um infortúnio.
Mas eu digo-vos que quando trabalhais estais a preencher um dos sonhos mais importantes da terra, que vos foi destinado quando esse sonho nasceu, e quando vos ligais ao trabalho estais verdadeiramente a amar a vida, e amar a vida através do trabalho é ter intimidade com o segredo mais secreto da vida.
Mas se na dor chamais ao nascimento uma provação e à manutenção da carne uma maldição gravada na vossa fronte, então vos digo que nada, exceto o suor na vossa fronte, apagará aquilo que está escrito.
Também vos foi dito que a vida é escuridão, e no vosso cansaço fazeis-vos eco de tudo o que os cansados vos disseram.
E eu digo que a vida é mesmo escuridão excepto quando existe necessidade, e toda a necessidade é cega exceto quando existe sabedoria.
E toda a sabedoria é vã exceto quando existe trabalho, e todo o trabalho é vazio exceto se houver amor; e quando trabalhais com amor estais a ligar-vos a vós mesmos, e uns aos outros, e a Deus.
E o que é trabalhar com amor?
É tecer o pano com fios arrancados do vosso coração, como se os vossos bem amados fossem usar esse pano.
É construir uma casa com afeto, como se os vossos bem amados fossem viver nessa casa.
É semear sementes com ternura e fazer a colheita com alegria, como se os vossos bem amados fossem comer a fruta.
É dar a todas as coisas um sopro do vosso espírito, e saber que todos os abençoados defuntos estão à vossa volta a observar-vos.
Muitas vezes vos ouvi dizer, como se estivésseis a falar durante o sono, "Aquele que trabalha o mármore e encontra na pedra a forma da sua própria alma é mais nobre do que aquele que trabalha a terra.
E aquele que agarra o arco-íris para o colocar numa tela à semelhança do homem, é mais do que aquele que faz as sandálias para os nossos pés."
Mas eu digo, não no sono, mas no despertar, que o vento não fala mais documente com o carvalho gigante do que com a mais ínfima erva; e é grande aquele que, sozinho, transforma a voz do vento numa canção tornada doce pelo seu amor.
O trabalho é o amor tornado visível.
E se não sabeis trabalhar com amor mas com desagrado, é melhor deixardes o trabalho e sentar-vos à porta do templo a pedir esmola àqueles que trabalham com alegria.
Pois se fizerdes o pão com indiferença, estareis a fazer um pão tão amargo que só saciará metade da fome.
E se esmagardes as uvas de má vontade, essa má vontade contaminará o vinho com veneno.
E se cantardes como anjos mas não apreciardes os cânticos, estareis a ensurdecedor os ouvidos do homem às vozes do dia e às vozes da noite.

Do livro “O Profeta” - Khalil Gibran

sábado, 30 de abril de 2016

A Alegria das Pequenas Coisas


Há alguns dias, resolvi preparar alguns biscoitos para minhas filhas, como contraponto à rotina de trabalho. E aproveitando as facilidades da tecnologia, encontrei rapidamente um vídeo ensinando a fazer cookies de chocolate.
Os ingredientes estavam facilmente à disposição no supermercado próximo de minha casa, e ante a notícia do que iria fazer, consegui logo 3 ajudantes mirins (minhas duas pequenas, e uma visitante que ficou sabendo e veio mais que depressa).
Em pouco tempo, descobri o quão divertido pode ser ir para a cozinha (e mais ainda com a ajuda delas), e logo estávamos os 4 a curtir alegres (e deliciosos) momentos de preparação e, finalmente, de degustação dos ansiados cookies de chocolate.
Enquanto fazia os biscoitos, na confusão de vasilhas e da batedeira sujas, por mais de uma vez tive de afastar o pensamento de que teria sido bem mais fácil levá-las ao shopping e comprar cookies e, qualquer outra coisa, prontos. E por mais de uma vez tive de resgatar a ideia original, de que estava ali por outro motivo, e não simplesmente preparando um lanche.
E depois disso, refleti sobre o motivo de termos poucos desses momentos; momentos de alegria tirados de circunstâncias simples e despretensiosas. E um deles, percebi, é a ânsia de buscar o fácil e o cômodo do pronto, quando poderíamos ter o alegre e divertido do aprender a fazer.
Nós nos acostumamos ao fast food e ao fast tudo. Acreditamos na propaganda massiva que nos convenceu de que para ser felizes precisamos ter aquele apartamento, aquele carro, ir àqueles lugares, comer aquelas comidas e, até mesmo, ser daquele jeito. É tudo vendido pronto, facilmente ao alcance de todos (que tenham o dinheiro suficiente, claro). Mas conquistar essa quantidade de coisas, para a imensa maioria de nós, é simplesmente impossível.
Mas porque acreditamos nisso, corremos a buscar ter as coisas das quais realmente não precisamos, e nos endividamos. Vamos a muitos lugares, e parece tudo igual. Alimentamo-nos com comidas que não nos fazem bem, e adoecemos. Esforçamo-nos por impressionar as pessoas com uma aparência e comportamentos que não convencem nem a nós mesmos, e depois..., ficamos tristes.
É que, convencidos pela enganosa propaganda, passamos a acreditar apenas na força do dinheiro, como fator de felicidade. Perdemos a capacidade de olhar ao redor e ver a força das pequenas coisas que estão aí (mas a cada dia menos). Estão esperando que voltemos a vê-las. Depois descobrimos que a felicidade não é o resultado do acúmulo, pois se fosse, todos os ricos seriam felizes. E a realidade, é que muitos, confessadamente, não o são.
O engano tomou tal proporção, que já não sabemos mesmo do que realmente gostamos. E nosso gosto passa a variar com a moda, tão artificial quanto as comidas coloridas que ingerimos.
Ouvimos músicas (será que podem ser chamadas assim?) porque todo mundo está ouvindo. Mas quem foi que começou a ouvir? Tinham bom gosto essas pessoas? E existe o bom gosto, ou qualquer gosto é válido?
Nós assistimos a programas de TV porque é o que está passando. Mas quem decidiu o que passar? Baseado em que critério? Tinha a intenção de nos fazer aprender boas coisas?
Diziam os antigos filósofos que as ideias, assim como os alimentos, modificam-nos. Se comermos coisas ruins, nossa saúde se degrada. E se assistimos, ouvimos e lemos coisas de má qualidade, o que ocorre?
Compramos telefones inteligentes (smart phones), e nos tornamos aficionados a eles ao ponto de já não olharmos direito ao redor (será que são mais smart do que nós?), de estar presos às telas com se a vida estivesse lá dentro, e fosse mais importante se manter conectados à vida lá, do que à vida que temos ao nosso redor. E é cada vez mais comum ver um grupo de pessoas mudas, ao redor de uma mesa num café, presos às telas de seus aparelhos, como uma nova forma de vício (e por falar em vícios... melhor deixar para outro dia).
Não é minha pretensão dar alguma receita de felicidade (mas pode me pedir a dos cookies, se quiser), mas apenas chamar a atenção do leitor para algo simples e verdadeiro: É que, se não temos à vista a felicidade, que é algo grande, podemos ter, com facilidade, muitos momentos de alegria, todos os dias, se soubermos apenas apreciar as pequenas coisas e momentos que nos cercam cotidianamente.
Há que deixar de lado as neuroses da pressa, do que nos falta comprar, e a ânsia por estar em outro lugar fazendo outra coisa. Curtir mais o que temos ao nosso redor, as pessoas que convivem conosco, as coisas que já temos e o clima da estação. Fazer, se possível, antes que comprar ou contratar. Ler bons livros, ao invés de assistir a uma programação de gosto duvidoso na TV. Conversar com as pessoas sem segundas intenções, mas com sinceridade, querendo compreender a tudo e a todos.
Enfim, se trata de apreciar a vida de forma natural, com o que ela nos traz. Aprender dela com a curiosidade de uma criança que recém iniciou seus estudos. E gostar do que aprendemos mais do que de coisas. Pois ao final, o que levaremos conosco da vida? Certamente não as coisas que tenhamos acumulado.
E não poderia ser essa uma forma da felicidade? (porque penso que pode haver outras): uma vida de momentos alegres, unidos por um propósito de vida honesto.
E se tivermos que nos atribular, que seja pelas coisas válidas, pelo que realmente conta e faz falta: pela paz, pelo amor, pela educação, pelo direito a viver de forma digna.
E se tivermos de lutar, que seja pelo Bem e pela Justiça.
Como diziam os antigos romanos, carpe diem (aproveite o dia), e seja feliz.

Jean Cesar Antunes Lima

Professor de filosofia em Nova Acrópole

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Viver no Ritmo - O que a vida está te pedindo agora?

Uma ferramenta que facilita a vida e nos permite mais rendimento.

Sempre consideramos o ritmo como uma qualidade inerente a algo, seja a música, a vida ou uma máquina (biológica ou mecânica). Agora, tentaremos nos aproximar do ritmo com outra perspectiva, não como uma qualidade, mas uma ferramenta, um poder que pode servir para melhorar nossa vida e, ao mesmo tempo, tentar compreender um pouco mais sobre este misterioso elemento da natureza.
A primeira coisa que temos que considerar é que o ritmo permite que a vida se desenvolva em todos seus aspectos. Pensemos por um momento, através de diversos exemplos: a natureza tem um ritmo que, normalmente, emana dos movimentos planetários. Todo tipo de vida que se desenvolve neste planeta depende deles e um exemplo disto é nosso sistema agrícola. Sabe-se quando é tempo de semear e quando é tempo de colher, graças à natureza, que é, nesse sentido, “predizível”, posto que sempre cumpriu seu inexorável ritmo, seja através dos dias e das noites, das estações, das marés e de outros tantos elementos rítmicos.
Outro exemplo, mais próximo, pode ser o nosso próprio coração. Pulsa num ritmo determinado, lento quando não temos muita atividade ou mais rápido quando fazemos algum esforço físico. Mais lento ou mais rápido, mas sempre seguindo um ritmo. Estes batimentos do coração são a base de nossa saúde física e, em cada impulso do coração, a vida percorre todo nosso corpo. Do mesmo modo, nossos pulmões insuflam ar e eliminam toxinas ritmicamente permitindo que nosso organismo funcione como um perfeito relógio.
Nossas cidades também são enormes orquestras, a cada manhã, os distintos ritmos de todos os cidadãos formam uma estranha sinfonia. Os semáforos marcando o ritmo do tráfego, as empresas, escolas e comércios marcando o ritmo das pessoas. O ritmo está constantemente presente em nossa vida.
Por outro lado, podemos pensar nos resultados da falta de ritmo nos exemplos anteriores, para percebermos sua importância para o funcionamento da vida. No primeiro caso, o drama que se produziria se a natureza não mantivesse um ritmo concreto é óbvio. Imaginemos que o período dia/noite ou as estações não estivessem ritmadas, que não soubéssemos quando vai amanhecer ou anoitecer, ou quanto duraria a neve no inverno. O caos produzido e as catástrofes naturais seriam de tal envergadura que a existência, seja vegetal, animal ou humana, desapareceria em um curto período de tempo. No caso do nosso coração, os médicos falam da arritmia como uma irregularidade no ritmo natural do coração. Um dos tipos de arritmia mais conhecido é a fibrilação, que ocorre quando se produzem pulsos rápidos e não coordenados, que são contrações de fibras musculares cardíacas individuais e que, caso não seja corrigido, (com descargas elétricas que interrompam por um instante o coração para que volte a pulsar com ritmo) pode causar a morte.
Por outro lado, tanto em um exemplo como no outro seria difícil ou impossível viver tranquilos sem saber se amanhã amanhecerá ou se haverá uma próxima batida do coração.
Dessa maneira, parece que na natureza o ritmo é uma força poderosa e necessária. Além disso, é extremamente difícil imaginar que não cumpra seu ritmo, já que isso é algo tão intrínseco, que não podemos prescindir dele nem na imaginação. Entretanto, custa-nos manter o ritmo para realizar nossas tarefas cotidianas, funcionando normalmente por impulsos.
Algumas vezes temos tarefas, trabalhos ou atividades que nos parecem pesadas ou muito difíceis de fazer, chegando até a parecer impossíveis. Outras vezes pensamos que nossa vida cotidiana nos cansa. Analisemos isso de outro ponto de vista: utilizei o ritmo para realizar a tarefa ou, pelo contrário, trabalhei de maneira arrítmica?
Um exemplo para esclarecer: quando éramos estudantes, nos falavam que estudássemos todos os dias um pouco, simplesmente para repassar o que foi dado noe dia e, entretanto, às vezes, apenas acabamos estudando um ou dois dias antes do exame. Esta segunda opção gera angústia, cansaço e o pior é que não desfrutamos do que estamos estudando. Na primeira opção não há esforço, salvo a disciplina de fazê-lo todos os dias, simplifica a tarefa (posto que a dividimos em pequenas partes mais assimiláveis) e nos dá mais tempo para desfrutar do que estamos aprendendo, facilitando a memória a longo prazo. Outro aspecto importante do ritmo, é que o tempo é mais aproveitado e multiplica-se até pontos insuspeitados. Provemos fazer qualquer atividade ou tarefa, simplesmente 15 minutos por dia durante todos os dias, com disciplina e perseverança. Veremos que em pouco tempo sabemos muito mais ou temos mais prática do que tínhamos pensado no início do nosso plano. E não nos custou tanto esforço como tínhamos pensado, já que o ritmo tem a qualidade de que, uma vez estabelecido e incorporado na nossa vida, fica muito fácil segui-lo. É como uma música com um bom ritmo que te faz dançar quase inconscientemente. Simplesmente ouve-se a música e quando damos conta, já tem alguma parte do corpo (ou tudo), que está seguindo o ritmo. Isto se traduz, em nossa vida, como alegria de viver. Uma alegria de viver que se traduz em saúde, se além disso, cuidamos de nossos ritmos alimentares e de descanso.
Outro aspecto importante, é que cada pessoa encontre seu ritmo. Todas as pessoas têm um ritmo distinto, que deve ser encontrado e usado em nossas vidas. Se trabalharmos nesse ritmo, o de cada um, encontraremos o ponto de máxima eficiência. Quer dizer, faremos as coisas da melhor maneira, empregando o esforço justo. Hoje em dia, uma das doenças mais freqüentes é o chamado estresse, que surge do fato de vivermos normalmente contra o ritmo ou num ritmo distinto do nosso. Há pessoas que trabalham melhor de noite, outras pela manhã, outras, com cinco horas por dia, rendem o mesmo ou mais que trabalhando oito, entretanto outras necessitam das oito horas para desenvolver suas atividades. Normalmente, não “perdemos” tempo (nem as empresas) para procurar nosso ritmo e seguimos um preestabelecido, diminuindo nossas possibilidades e qualidade de vida.
Por último, devemos lembrar de algo que é claro para os músicos, que o ritmo está relacionado com a harmonia, que é a união e combinação de ações (sons, no mundo musical) iguais ou distintas, mas acordes. Isso significa que, em nossa vida, podemos realizar ações combinadas harmoniosamente e com ritmo, para obter qualquer objetivo que determinamos, usando o esforço justo e necessário, transformando o cansaço ou estresse em alegria de viver. Lembremos que o ser humano não tem porque viver cansado, da mesma maneira que uma planta, uma árvore ou um animal não vive cansado, mas que vive como é, fazendo o que lhe corresponde com um determinado ritmo. A vida não pode ser uma tarefa que nos esgote, devemos encontrar o ritmo que nos permita vivê-la plenamente.
Quando vemos as Pirâmides, ou outros monumentos da antiguidade, não podemos imaginar com quais ferramentas ou métodos foram construidos, e pode ser que a solução para esse enigma seja que, durante gerações, sem pressa mas sem pausa, seguindo o mesmo ritmo da natureza, que nossos antepassados conheciam tão bem, fossem construindo monumentos e templos, que ainda hoje nos causam espanto. Graças ao poder do ritmo.

Bibliografia
– Estratégia do Pensamento – Ed. Nova Acrópole
– http://www.texasheartinstitute.org/
– http://www.rae.es/rae.html

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Aniversário Nova Acrópole Brasil - 32 anos

Dia 26 de Abril de 1984, o professor Michel Echenique Isasa, chega em São Paulo para abrir a primeira sede da Organização Internacional Nova Acrópole no Brasil!

Feliz Aniversário Nova Acrópole Brasil!! ✨🎁🎉————————————————————————
Nova Acrópole foi fundada em 1957 em Buenos Aires (Argentina) pelo professor Jorge Ángel Livraga Rizzi (1930-1991), historiador e filósofo. Tendo por base seu caráter filosófico, cultural e social, pautada no voluntariado, encontra-se atualmente em mais de 50 países, nos cinco continentes, reunindo milhares de membros e apoiadores.
Ela reúne em torno dos mesmos princípios e fundamentos as associações dos diferentes países em que se encontram.
Na Bélgica, Nova Acrópole é reconhecida como associação internacional sem fins lucrativos (Real Decreto de 12 de fevereiro de 1990, n.3/12-941/S, de acordo com a lei 25/10/19 do Reino da Bélgica) e está inscrita no Registro Internacional de Associações (ver Moniteur n.48 de 9 de março de 1990, página 4489). Desde 1992, a presidência da Organização Internacional está a cargo de Delia Steinberg Guzmán.
No Brasil, Nova Acrópole foi fundada por decisão de seus associados, nos termos da legislação brasileira. Sua estrutura associativa garante o respeito à diversidade, à autonomia e à iniciativa de cada um de seus integrantes. E seu funcionamento permite que sua ação se desenvolva com total independência de interesses políticos, religiosos ou financeiros.
“Somos filósofos idealistas construindo um mundo melhor”

Dica de Leitura!

O Cavalheiro Preso na Armadura - Robert Fisher


Olá! Sou o cavalheiro mais poderoso de todo Reino, já derrotei dragões e resgatei diversas princesas.
Levo sempre comigo minha nobre armadura e minha espada, para estar pronto ao combate em todos os momentos.
Já não sei mais viver sem minha armadura, começo a me preocupar, pois não consigo tirar ela, onde eu vou ela está comigo, na feira, na minha casa e até no banheiro !!!
Preciso de ajuda!? Já sei! Vou procurar o Mago Mérlin, ele é um sábio de uma antiga tradição ... Quem sabe ele tem a receita mágica para tirar esta Armadura.

Convido você a participar desta busca pela Trilha da Verdade... Vem comigo e iremos conhecer três magníficos castelos que vão nos revelar segredos e abrir as portas dos maiores mistérios que existem.


Lembrando que para dar o primeiro passo nesta jornada é preciso que você me leia, só assim posso arrancar esta armadura que esta me aprisionando. Quem sabe você lendo também não consiga tirar um pouco da sua?

Este livro faz parte da coleção de obras clássicas da Biblioteca Ganesha - Nova Acrópole Cuiabá. Todos os estudantes podem ter acesso aos livros e depois de três meses matriculado no curso de Filosofia Prática pode-se realizar empréstimos. 

Turmas abertas!!!

Texto do voluntário da Nova Acrópole Cuiabá
Bruno Motta

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O futuro, desde sempre, mergulha suas raízes no presente...

No  livro  “A  Luz  da  Ásia”,  onde  se  conta  de  forma muito bela  a  vida  do  Budha,  o  autor  coloca  nos  lábios  deste mestre oriental  a  frase  que  serve  de  título  a  este  artigo:  “  Se  o
futuro  não  encontra  raízes  no  presente,  como  germinará,  no tempo que virá? Aquilo que é, de uma certa maneira,  sempre foi...”  Como  filósofa,  proponho  tomarmos  esta  ideia  como
possibilidade  e  usarmos  algo  do  nosso  tempo  para  examinar esta questão das sementes que plantamos e das colheitas que temos feito.

Se  pararmos  para  procurar,  talvez  vejamos  que  alguns dos momentos mais interessantes  da  nossa vida, as  sementes mais  promissoras,  sejam  aquelas  que  nascem  no  terreno da  maturidade  que  vamos  adquirindo:  um  pouco  mais  de compreensão do  tamanho do drama humano, um pouco mais de  valorização  de  suas  pequenas  iniciativas  para  se  sobrepor ao  meio  e  a  si  mesmo,  um  pouco  mais  de  compaixão  pela nossa  pouca  memória,  pois  já  ouvimos  tantas  boas  “receitas de  bolo”, mas  insistimos  em  começar  do  zero,  desperdiçando ingredientes,  tempo,  Fogo...    E  também  um  pouco  menos  de ansiedade  para  valorizar  os  avanços  instáveis  e  inseguros  dos primeiros passos, em cada nova conquista, sabendo que a vida estará sempre demandando paciência para os primeiros passos e aceitação para os últimos; um pouco menos de crueldade, ao julgarmos uns aos outros, e de firmeza, para conduzirmos a nós mesmos...  Tantas  coisas,  pequenas,  mas  valiosas,  creio,  como são as sementes. São como primeiros  trinados da voz da alma humana, que se esforça por achar a nota.

Fico  imaginando  se,  ao  invés  de  ambições  malucas  e vaidades duvidosas, aceitássemos apenas isso: gerar pequenas sementes,  belas  e  consistentes;  pequenos,  mas  melodiosos “vocalizes”,  onde  nossa  alma  emitisse  seus  primeiros  sons. Um dia, haverá árvores e haverá árias, sombras acolhedoras e sons  melodiosos.    Que  a  maturidade  nos  permita  amar  estes frutos que serão colhidos no futuro por outras mãos, mas que, para isso,  necessitam, neste momento, mergulhar  suas  raízes profundamente dentro de nós. A semente é minúscula, mas o sonho que ela representa, não.

Talvez isso pareça um sonho modesto, porque perdemos o  foco,  em  nossos  dias:  esquecemos  que  a  única  obra  válida e  perdurável  do  homem  é  a  construção  do  próprio  homem de  uma  forma  irônica e até  um  tanto absurda,  trabalhar  para qualificar  a  humanidade  deixou  de  ser  uma  meta  relevante... para  a  humanidade.  Daí,  o  paradoxo  atual:  não  vivemos  uma época “estéril”, no sentido de que as sementes que plantamos têm  sido  colhidas  abundantemente:  muita  tecnologia,  muitos meios de comunicação (e tão pouco de válido a dizer!), muitas novas  formas  de  entretenimento  para  aqueles  cuja  vida consiste apenas em “passar o tempo” agradavelmente.

Porém, se há tantos frutos, por que será que continuamos nos sentindo  de mãos  vazias,  com  vidas  vazias,  falando  palavras... vazias?  Talvez  haja  que  prestar  mais  atenção  nessa  óbvia e  bela  relação  entre  sementes  plantadas  x  frutos  colhidos. Talvez  haja  que  perceber  que,  queiramos  ou  não,  tenhamos ou não consciência,  toda nossa vida  se divide entre colheita e semeadura.

Há  uma  passagem  de  uma  muito  popular  canção  que indaga,  desafiadoramente:  “Você  tem  fome  de  quê?”  Sem dúvidas, uma boa pergunta... pense nela, antes de escolher as sementes  que  serão  seu  rastro  neste  dia,  neste  ciclo...  nesta vida;  que  tipo  de  fome  elas  saciarão,  no  futuro?  É  justo  e necessário  cuidar  das  sementes  que matam a  fome  do  corpo; mas  a  alma  também  sofre  de  inanição,  e  um mundo  humano sem  alma  oferece  o  mais  triste  e  amargo  espetáculo  que  se possa imaginar.

Professora e Diretora adjunta de Nova Acrópole
Lúcia Helena Galvão
luciahga@hotmail.com

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A cortesia


Começaremos esclarecendo que o verdadeiro sentido etimológico e ideológico da palavra "cortesia" nos vem das antigas "cortes", lugares habitualmente usados por filósofos, artistas, literatos, políticos, economistas, juízes, médicos e, em geral, todos os profissionais e pessoas distintas a quem correspondia tomar as considerações e decisões em um estado ou reino, em uma, como dizia Platão, congregação; quem, por seus talentos, saberes e habilidades, prestavam um serviço público à sociedade; os que estavam encarregados do estado, palavra que, em latim, se transformou em "res pública" (da coisa pública), de onde vem a palavra "República".
Em todas as antigas culturas e civilizações que conhecemos, ainda que parcialmente, existia uma forma "cortês" de relações entre as pessoas. Na chamada idade Média do Ocidente, o cortês se configurou em círculos mais fechados de comunicação entre damas e Cavalheiros e destes entre si, desde a formação como pajens até a culminação como cavalheiros.
Desgradaçadamente, com o andar do tempo, muitas dessas sãs e úteis tradições caíram em desuso e também na degeneração, promovendo costumes falsos e mentirosos. Esta última imagem é a que nos tem chegado através da comunicação massiva. E hoje, sobretudo entre os medianamente jovens, os que sofreram a deformação do pós-guerra, a cortesia aparece como um sinônimo de falsidade e falta de autenticidade.
Nós, filósofos, queremos resgatar e gerar formas de cortesia que nos afastem da animalidade estupidizante e do enfado do meramente instintivo.
A cortesia é, por sua vez, uma forma de generosidade e de amor. Um reconhecimento da fraternidade universal para além de todas as diferenças de classes, etnias, sexos, condições sociais e econômicas. É uma maneira humilde, mas agradável de aplicarmos nosso primeiro princípio:
Reunir aos homens e mulheres de todas as crenças, raças e condições sociais em torno de um ideal de fraternidadeuniversal.
Assim como, quando damos um presente, por pobre que este seja, costumamos cobri-lo de papéis e fitas coloridas, de maneira que antes de chegar ao objeto em si, o destinatário tenha a sensação de que pensamos carinhosamente nele e que nos preocupamos em expressar-lhe nossos sentimentos afetuosos e nossos bons desejos. Toda palavra e ação devem estar prudentemente envoltas de nossa capacidade de dar e amar.
Não se é menos homem ou menos mulher por superar rusticidades. Ao contrário, são o cavalheiro e a dama mais eficazes e agradáveis se põem em tudo que fazem uma pitada de beleza, de amor e de cortesia. Saudarmo-nos com um aperto de mãos, um abraço ou um beijo, conforme sejam as circunstancias e os atores, e por "ator" devemos entender o que o Imperador Augusto entendia: partícipes ativos e eficazes da vida... O que faz algo, o verdadeiro "Ator", segundo o teatro "Mistérico", é o que representa as coisas, o que as apresenta de novo, mas agora com uma carga de interpretação humana que as melhora, embeleza e enobrece, de modo que todos possam participar de alguma maneira delas.
Deveríamos nos esforçar em deixar fora todo gesto de ira e amargura, de ódio ou de rancor. Esta atitude, mesmo que se comece de forma meramente externa, se se mantém com força e perseverança, chega a atingir patamares mais profundos, e como o palhaço dos contos, de tanto sorrir e fazer rir, acaba por contagiar-se a si mesmo com sua alegria e encontra consolo para as desventuras da vida.
Existem muitas "ideologias" políticas e religiosas que têm provocado genocídios e tem feito muitas pessoas chorarem. Façamos nós o contrário; tragamos alegria, paz, concórdia, prosperidade. Um filósofo triste por circunstâncias banais, não é um verdadeiro filósofo; é menos ainda, se o demonstra e anda chorando suas penas a todas as suas amizades, dando sinais de frouxura, impotência espiritual e debilidade vampirizante.
Acostumemo-nos a dar antes de pedir.
Evitemos julgas os demais à luz de nosso ainda nascente discernimento, abundantemente deformado por nossas paixões. Sejamos fortes e verticais.
No mundo já há mendigos demais... Não sejamos um deles.
Não me refiro tão somente ao plano econômico, mas sim ao global. Ofereçamos as mãos cheias! Nossa energia, nossa bondade e boa vontade para todos. Trabalhemos muito. Estudemos, pensemos e oremos o necessário..., mas, acima de todas essas coisas, rompamos nossos modelos de egocentrismo, com Humildade de Coração, que não é do corpo e dos trapos. Sejamos corteses... Façamos realmente e todos os dias um mundo novo e melhor... E vivamos nele.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Por que é tão difícil alcançarmos o bem-estar?

Por que é tão difícil alcançarmos o bem-estar? Será que nossa busca é infrutífera porque o estamos procurando no lugar errado e agindo de maneira equivocada para encontrá-lo? Há um interessante alerta sobre que só conseguiremos atingir o bem-estar se a nossa busca for de dentro para fora. Assim, o bem-estar verdadeiro e duradouro é aquele que vem da nossa alma, pois todos os outros, baseados em fatores externos, estão fora do nosso controle. Veja abaixo artigo completo sobre o tema escrito pela diretora da organização internacional filosófica Nova Acrópole.
Vivemos em um mundo em que o bem-estar se converteu no principal artigo de consumo. Ao menos, é o que acontece nos chamados países desenvolvidos. A publicidade nos assedia em todos os cantos oferecendo-nos melhores possibilidades de vida em todos os aspectos: físico, emocional e intelectual, convidando as pessoas a buscarem nessa comodidade a fonte de toda felicidade.
O estado de bem-estar
Não é estranho que para muitos essa busca se converta no motivo de sua existência. O bem-estar geral é o que evita todos os problemas e afasta todas as dores.
Entretanto, a vida cotidiana e real nos mostra um panorama bem diferente. Buscar o bem-estar é uma corrida sem fim, porque, quando se acredita ter achado algo, surgem novas e peremptórias exigências que nos obrigam a mais e mais coisas. Assim, o bem-estar se afasta e se torna uma meta inalcançável, ainda que desejável.
No plano material, obter benefícios e posses é como beber de uma água que dá mais sede ao invés de acalmá-la. Ninguém se sente satisfeito com o que tem, porque todo o sistema de propaganda está montado de modo que seja necessário ter cada vez mais bens para sentir-se melhor. As falsas necessidades levam toda a energia, enquanto as pessoas sonham com o instante em que, por fim, terão tudo o que desejam.
No plano psicológico, o desejo de bem-estar costuma manifestar-se como uma fuga de toda preocupação, de todo compromisso. Pretende-se uma tranquilidade que demora a surgir porque a vida está cheia  dessas  aparentes ansiedades, que não são outra coisa que provas precisamente para adestrar-nos  na arte de viver. Quanto mais não se quer sofrer, mais se sofre. Quanto mais se trata de afastar-se das turbulências emocionais,  com mais força elas assediam ao incauto que as repele.  Ninguém quer aprender a dominar as turbulências, mas encontrar um caminho que esteja livre delas. É como desejar um rio sem correnteza, um mar sem ondas, um cume de montanha sem ventos. Tampouco se trata de frear as correntezas, as ondas ou os ventos, mas, sim, aprender a viver com eles, a usar a inteligência para compartilhar nossa existência com esses fenômenos naturais dos quais habilmente podemos nos proteger, mas não escapar, aproveitá-los sem fugir.
No plano mental, o bem-estar é o não pensar. As ideias incomodam porque vêm carregadas de perguntas. E quando as perguntas ficam sem respostas, chega a angústia. Assim, é melhor que outros pensem por nós e que nos deixemos levar por esquemas pré-fabricados, por correntes de opinião que costumam ser mais perigosas que as correntes dos rios, as ondas e os ventos.
Em resumo, o conceito usual de bem-estar se converteu em sinônimo de suavidade, em uma preguiça que se apodera da pessoa inteira, em todos os seus aspectos e a torna inútil e incompetente para viver sem as muletas cada vez mais numerosas que refletem uma satisfação cada vez mais distante.
Por que o desejo de bem-estar é uma mostra de carência? Em princípio, porque todo desejo indica o que não temos; jamais desejamos o que já é nosso. Quer dizer que carecemos de bem-estar. Como vimos antes, costumamos buscá-lo por caminhos equivocados, mas o certo é que não o temos.
Por que é um sinal de debilidade? Porque falta segurança em si mesmo, porque se tem necessidade de suportes externos à personalidade para sentir-se firme, porque não costuma haver coragem para encontrar-se consigo mesmo, ou seja, ao invés de descobrir-se interiormente acha melhor alimentar o vazio interior. Só sem esse vazio e sem os suportes artificiais, é possível percorrer o complexo, mas interessante caminho da vida.
Aquele que busque apaixonadamente, desesperadamente, um bem-estar, que está fora de si mesmo, entrará  em um labirinto de difícil saída, tanto que poderá passar toda uma existência percorrendo vias erradas que conduzem a outras mais equivocadas ainda. Aquele que se acha nessa situação, viverá sempre dependendo das pessoas e das circunstâncias; será tão feliz como lhe permitam as pessoas com as quais convive e terá tantas ou tão poucas satisfações como lhe ditem as circunstâncias.
A base de todo bem-estar parte da alma que, nas palavras do Professor Livraga, “não deseja bem-estar porque é naturalmente bem-aventurada”. Isso não significa que o corpo não necessite de determinada quantidade de saúde, repouso, alimentação, ou que a psique não requeira serenidade para ter acesso a sentimentos superiores, ou que a mente deva superar suas dúvidas e vazio adquirindo certezas. Mas nada disso se consegue se não se parte de dentro para fora. “Dentro” é a alma – onde radica por ora nossa consciência, no melhor dos casos – e a alma sabe o que necessita, sempre que não está asfixiada ou relegada pelas exigências da matéria. É preciso buscar na alma a medida de nosso bem-estar, porque a alma, em estado natural, é a fonte de todo bem-estar. E entenda-se por “natural” o estado primordial, perdido e recuperado conscientemente por meio do esforço evolutivo; a naturalidade de hoje é fruto da conquista humana no retorno a suas fontes espirituais.
Sabendo onde achar o bem-estar, é preciso saber buscá-lo e ter presente que toda busca implica um trabalho. Que ninguém possa dizer de nós que não soubemos ou não quisemos trabalhar para chegar à nossa alma. Saber, sabemos onde reside. Trabalhar para encontrá-la é abrir caminho entre as falsas promessas de bem-estar e comodidade paralisante até dar à alma o lugar que lhe corresponde. Até que seja ela quem se expresse por meio de nós, no lugar das sensações e impulsos meramente animais.
E por fim, recordar que uma  vida dedicada a causas nobres, ainda que não isentas de dificuldades, pode nos proporcionar a verdadeira felicidade, sem tensões nem ansiedades; essa felicidade que é o efeito de uma causa justa.
Delia Steinberg Guzmán
Diretora da organização internacional filosófica Nova Acrópole.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Você sabe lidar com situações de crise?

 
Conheça a incrível história de Sir Ernest Shackleton, um exemplo de liderança durante a 'Idade Heroica da Exploração da Antártida'
 
 

Frio, fome, desabrigo e as mais duras situações de adversidade fizeram com que o capitão Sir Ernest Shackleton tivesse o nome marcado na história. Em 1914, a bordo do Endurance, ele partiu em direção ao Atlântico Sul. O objetivo de sua expedição era cruzar o continente Antártico, passando pelo Polo Sul. Mas, pouco antes de alcançar sua base original, o navio ficou preso no gelo. A partir desse evento, a vida da tripulação passou a depender de decisões constantes e difíceis, que fizeram com que a liderança de Shackleton se tornasse um exemplo para a milhares de pessoas.
 
A expedição de Sir Ernest Shackleton, que completa 100 anos em 2014, é o tema central do curso: Aprendendo com a Adversidade, que ocorre nesta sexta-feira (08/08), às 19h, na Nova Acrópole Cuiabá. O evento tem duração de três horas e será ministrado pela professora de filosofia Renata Peluso, de Brasília (DF). O ingresso custa R$15. De acordo com a palestrante, Shackleton é considerado um dos grandes líderes da história e um exemplo de motivação e união de equipes em situações de crise.
 
Albert Einstein dizia que a crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar ‘superado’.
 
Para Renata, é mais fácil ser líder quando as situações são tranquilas e rotineiras, no entanto, circunstâncias adversas exigem lideranças diferenciadas. “Alguém que não consiga desenvolver virtudes como organização, persistência, coragem e autocontrole, dificilmente conseguirá superar com êxito uma crise”.
 
Entre as virtudes de Shackleton estava a organização e o discernimento. Além de levantar fundos, o explorador selecionou o grupo com quem iria partilhar a viagem. Eram homens com habilidades técnicas, que também possuíam características muito humanas. Alguns sabiam cantar ou dançar, ou bom-humor, característica importante na convivência. Mas, acima de tudo, todos eram sonhadores e idealistas. “Para o expedicionário essas características eram fundamentais e fariam diferença nas diferentes situações que viriam a seguir”.
 
A Nova Acrópole Cuiabá está localizada na Rua Mané Garrincha, número 82, Bairro: Jardim Alvorada (Atrás do Hospital Universitário Júlio Muller). Mais informações pelo fone: (65) 2129-9002 /9919-1700 ou no facebook.com.br/NovaAcropoleCuiaba.

domingo, 3 de agosto de 2014

A arte de saber escutar

Você sabia que saber escutar é a arte de prestar atenção nos outros? É também um exercício de compreensão, mas que postura devemos ter  para compreender? A postura correta  é sairmos um pouco de nós e nos colocarmos no lugar do outro e desta forma logo percebemos que “Saber escutar é uma maneira de saber falar”. Veja abaixo artigo completo sobre o tema escrito pela diretora da organização internacional filosófica Nova Acrópole.
Aquele que só escuta a si mesmo, o que só aprecia suas próprias ideias e se  sente atraído pelo som de sua própria voz, o que não dá importância à existência de outras pessoas e as usa apenas como tela para refletir suas palavras, jamais poderá conversar, nem iniciar uma relação humana saudável.
É preciso saber escutar. Não é necessário ser mudo nem retraído, mas demonstrar essa faculdade requintada daquele que leva em consideração àquele que tem diante de si, ao que busca uma relação tanto como busca a si próprio.
Escutar é uma arte: requer prestar atenção, avaliar o que os outros nos dizem,  entender porque nos dizem as coisas, ler nos olhos daquele que fala tal como se escutam suas palavras, colaborar em silêncio com gestos que indiquem nossa participação ativa no diálogo.
Escutar é poder comparar o que escutamos com o que pensamos e ter a oportunidade de calibrar, por meio dessa comparação, o peso de nossos pensamentos.
Escutar é saber intervir no momento oportuno, sem interromper bruscamente e sem ignorar o que o outro está dizendo. É responder partindo daquilo que nos foi dito e formar um fio inteligente para que a conversação tenha um sentido, quer dizer, um princípio, um meio e um final.
Escutar é compreender e compreendermo-nos.
Aquele que é capaz de conversar, alternando engenhosamente suas intervenções com a dos demais, aquele que escuta ao outro tanto ou mais do que a si mesmo sabe recolher  tesouros em todos os cantos e em todos os minutos da vida. Desenvolve a observação, a paciência, o respeito e a capacidade de pensar.
Saber escutar é a melhor maneira de saber falar.
Delia Steinberg Guzmán
Diretora da organização internacional filosófica Nova Acrópole.