sexta-feira, 9 de maio de 2014

“A arte da filosofia” – É possível ver filosofia em todas as coisas?



Pra quem acha que a filosofia não é algo prático e que não podemos vê-la em todas as coisas posso provar o contrário. Por meio da filosofia conseguimos ter uma nova visão de muitas coisas na vida, inclusive da arte.

Na poesia vemos o belo. O poeta é aquele que observa o mundo ao seu redor com olhos de pureza, pois sempre enxerga o melhor de tudo. Enxerga a beleza em tudo. E ao fazer isso traz a beleza para dentro de si, transformando-a em compreensão e expressando em palavras. Assim nascem as poesias. Palavras doces e carregadas de beleza e ideias profundas, que ao lermos conseguimos ver aquilo que o poeta viu e sentir o que ele sentiu.

Na música ouvimos o belo. O músico capta os sons mais sublimes, notas escondidas no vento. No canto de um passarinho, no balanço das flores, nas batidas de um coração e até mesmo no silêncio de uma noite escura é possível ouvir a beleza, só o que necessitamos é buscar aprender a ter essa capacidade de ouvir mais fora e silenciar mais dentro. E então ele recolhe esse vento aparentemente confuso e traz para dentro de si, onde ele é ordenado e sintetizado, e o transmite através de sua própria voz ou da voz de seus instrumentos. E então ouvimos aquilo que o músico ouviu e sentimos o que ele sentiu.

No teatro expressamos o belo. A vida é o palco e nós somos os atores principais. Em cada momento de nossa vida atuamos com um personagem diferente. Deparamo-nos com desafios, lutas, alegrias, tristezas, monstros, príncipes e princesas. Mas se sempre optamos por apresentar aquilo que temos de melhor então expressamos o belo, vencendo todas as batalhas e conquistando os finais felizes. E então vivenciamos aquilo que o ator vivenciou e sentimos o que ele sentiu.

Essa capacidade que temos de vermos, ouvirmos, sentirmos e expressarmos o belo é a Filosofia que nos possibilita. O filósofo é aquele que ama e busca a sabedoria, e não há nada mais belo que essa virtude. E assim aprendemos a viver o Belo e transmitir isso para que todos possam viver também.

Sofia de Oliveira – Estudante de filosofia da NA Cuiabá



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Como o homem se realiza



Você gostaria de ser feliz? Não ter carências? Ser forte nas adversidade, ser livre e bom? E se as respostas para todas essas questões estivessem dentro de você mesmo? Esse é o dom da sabedoria e a Filosofia é o amor à Sabedoria. Com o tema “Como o homem se realiza’ a Nova Acrópole Cuiabá apresenta nesta quarta-feira, às 19h30, palestra pública com o professor de filosofia Roni Cezar Almeida. “Muitas vezes procuramos algo e caminhamos na direção contrária, assim é como nos perdermos, nos sentimos longe da meta, desorientados e sós”.

De acordo com ele, é comum as pessoas questionarem se essa sabedoria ou vida plena está fora de nós ou se é algo que podemos conseguir. No entanto, Almeida explica que o fim mais nobre da vida não pode depender das circunstâncias, tem que depender de nós mesmos. “Quando nos deixamos levar pelas circunstâncias ou pelas opiniões alheias, colocamos a nossa vida nas mãos de outras pessoas, instituições ou forças da natureza. Quando assumimos a responsabilidade sobre nós mesmos conseguimos dominar as circunstâncias externas e só então encontramos o nosso verdadeiro Eu, o nosso verdadeiro sentido”.

A dualidade das leis que regem a natureza a nossa volta é uma evidência que também está dentro do homem, tudo vai ter dois lados. Vejamos como exemplo: O dia, como existência de luz, e a noite como ausência dela, e no homem podemos ver o mesmo: o medo quando nos falta confiança, e a coragem quando a temos. A Sabedoria quando sabemos o porquê nos acontecem as coisas e a ignorância quando não sabemos e só sofremos. “Ao perceber cada um desses elementos dentro de nós mesmos, podemos saber a qual deles vamos alimentar. Desejar é algo natural em cada ser humano, o difícil é encontrar essas respostas. Mais ainda se não colocarmos os meios, se não formos responsáveis com nossos desejos mais íntimos”. 

A Filosofia é a ferramenta capaz de potencializar o ser humano e permitir que ele possa ‘eduzir’, ou seja, tirar de dentro de si mesmo, as respostas que procura. Não se trata apenas de um conhecimento intelectual, com muitas informações e pouca utilidade prática para enfrentar os problemas da vida. A filosofia permite uma compreensão profunda da vida por meio de um estudo comparado de diferentes civilizações, artes, religiões e filosofias. “Vivenciando as experiências de forma consciente é possível responder aos principais questionamentos humanos: Quem sou eu? De onde vim? Qual minha função aqui? O homem que encontra tais respostas é certamente um homem realizado”. 

A Nova Acrópole Cuiabá está localizada na Rua Mané Garrincha Nº 82 – Jardim Alvorada (atrás do Hospital Júlio Muller) – Contato: 65- 2129 9002/ 9919 1700.        



quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sobre o trabalho

Depois um operário lhe disse: Fala-nos do Trabalho.

E ele respondeu, dizendo:
Vós trabalhais para poder manter a paz com a terra e a alma da terra.

Pois ser ocioso é tornar-se estranho às estações e ficar afastado da procissão da vida que marcha majestosamente e com orgulhosa submissão em direção ao infinito.

Quando trabalhais sois uma flauta através da qual o sussurro das horas se transforma em música.

Qual de vós quereria ser uma cana muda e silenciosa, quando tudo o resto canta em uníssono?

Sempre vos disseram que o trabalho é uma maldição e o labor um infortúnio.

Mas eu digo-vos que quando trabalhais estais a preencher um dos sonhos mais importantes da terra, que vos foi destinado quando esse sonho nasceu, e quando vos ligais ao trabalho estais verdadeiramente a amar a vida, e amar a vida através do trabalho é ter intimidade com o segredo mais secreto da vida.

Mas se na dor chamais ao nascimento uma provação e à manutenção da carne uma maldição gravada na vossa fronte, então vos digo que nada, exceto o suor na vossa fronte, apagará aquilo que está escrito.

Também vos foi dito que a vida é escuridão, e no vosso cansaço fazeis-vos eco de tudo o que os cansados vos disseram.

E eu digo que a vida é mesmo escuridão excepto quando existe necessidade, e toda a necessidade é cega exceto quando existe sabedoria.

E toda a sabedoria é vã exceto quando existe trabalho, e todo o trabalho é vazio exceto se houver amor; e quando trabalhais com amor estais a ligar-vos a vós mesmos, e uns aos outros, e a Deus.

E o que é trabalhar com amor?

É tecer o pano com fios arrancados do vosso coração, como se os vossos bem amados fossem usar esse pano.

É construir uma casa com afeto, como se os vossos bem amados fossem viver nessa casa.

É semear sementes com ternura e fazer a colheita com alegria, como se os vossos bem amados fossem comer a fruta.

É dar a todas as coisas um sopro do vosso espírito, e saber que todos os abençoados defuntos estão à vossa volta a observar-vos.

Muitas vezes vos ouvi dizer, como se estivésseis a falar durante o sono, "Aquele que trabalha o mármore e encontra na pedra a forma da sua própria alma é mais nobre do que aquele que trabalha a terra.

E aquele que agarra o arco-íris para o colocar numa tela à semelhança do homem, é mais do que aquele que faz as sandálias para os nossos pés."

Mas eu digo, não no sono, mas no despertar, que o vento não fala mais documente com o carvalho gigante do que com a mais ínfima erva; e é grande aquele que, sozinho, transforma a voz do vento numa canção tornada doce pelo seu amor.

O trabalho é o amor tornado visível.

E se não sabeis trabalhar com amor mas com desagrado, é melhor deixardes o trabalho e sentar-vos à porta do templo a pedir esmola àqueles que trabalham com alegria.

Pois se fizerdes o pão com indiferença, estareis a fazer um pão tão amargo que só saciará metade da fome.

E se esmagardes as uvas de má vontade, essa má vontade contaminará o vinho com veneno.

E se cantardes como anjos mas não apreciardes os cânticos, estareis a ensurdecedor os ouvidos do homem às vozes do dia e às vozes da noite.

Do livro “O Profeta” de Khalil Gibran

terça-feira, 29 de abril de 2014

Conto Sufi - Oásis

Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive neste lugar?
– Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? – perguntou por sua vez o ancião.
– Oh, um grupo de egoístas e malvados – replicou o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá.
– A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui – replicou o velho.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
– Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
– Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
– O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
– Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:

– Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto. 

domingo, 27 de abril de 2014

Nei Kung - Ação de Potencial Inteligente

A arte marcial Nei Kung baseia-se na filosofia dos hexagramas do I Ching. Suas técnicas representam ideias profundas que favorecem o autoconhecimento e o despertar dos potenciais latentes. Segundo os princípio desta arte, através das Artes Marciais, o ser humano pode aprender a dominar-se e melhorar sua vida em diversos aspectos. Integra uma série de sistemas de defesa pessoal e técnicas de combate, incluindo treinamentos de respiração, formas de Chi Kung e práticas de meditação.
O Nei Kung corresponde historicamente a uma Escola de Artes Marciais Filosóficas e Interna, que existiu na China até o século III e que a partir daí desapareceu publicamente, sem deixar rastros nem sucessão. Mas, como toda escola interna, seu espírito e conhecimento continuou em desenvolvimento até os nossos dias, por uma via não pública, mas restringida a um número reduzido de instrutores e discípulos.
O Nei Kung consiste em uma técnica marcial ampla que integra muitos sistemas e que têm um caráter simbólico, ou seja, cada técnica, movimento, treinamento, entre outros, e representa algo mais profundo da natureza do homem e do Universo.
Sua proposta consiste na descoberta e desenvolvimento de uma via interior que leve o discípulo à Sabedoria. Seus objetivos são:
  • Superação do medo através da técnica;
  • Superação da dor através do conhecimento da força interior;
  • Superação da ignorância através do espírito da Sabedoria do Poder Interno.
Baseia-se no texto das Mutações, conhecido como I Ching, aplicando os 64 hexagramas na sua estrutura marcial. O Nei Kung é uma Arte Marcial que elimina o confronto por meio da aplicação da inteligência. É uma Arte Marcial não violenta, porém de intensa atividade. Isto é possível devido a que no Nei Kung o conceito de luta é interno, ou seja, uma luta interior do discípulo consigo mesmo. Isto significa que tudo o que acontece no exterior, incluindo um possível adversário (ou vários), são reflexos ou efeitos de uma causa que existe no interior, e no Nei Kung se trabalha acima das causas, com o objetivo de corrigir os efeitos. Daremos um exemplo:
"Se um adversário manifesta muita violência, isto deve-se a que a violência existe em nós mesmos; se conseguimos eliminá-la dentro de nós, a violência do adversário ficará sem sustentação e, então, é possível canalizá-la num bem comum, ou seja, de ambos".
A Arte Marcial do Nei Kung desenvolve-se filosoficamente através da Doutrina dos Cinco Elementos e da aplicação de cada um desses elementos nas suas técnicas e práticas. Dessa fonte extrai elementos de defesa pessoal, preservação da saúde, controle psicossomático, domínio mental e canalização de energias superiores. Para que o discípulo de Nei Kung atinja esse grau de conhecimento, o Nei Kung lhe reserva uma trilha ética-moral que permite-lhe tornar-se, antes de mais nada, um Cavalheiro ou, no caso de uma discípula, uma Dama.
Podemos concluir que esta Arte Marcial propõe a formação de indivíduos melhores que possam melhorar o mundo.

sábado, 26 de abril de 2014

Escola comemora 30 anos de Filosofia Prática no Brasil; atuação em Cuiabá se expande com os cursos


Há exatos 30 anos, chegava ao Brasil a Organização Internacional Nova Acrópole que tem como pilares principais a Filosofia, Cultura e Voluntariado. A instituição entende que a ‘Filosofia Prática ‘ é a ferramenta capaz de formar o ser humano e ajudá-lo a viver melhor. “Por meio da filosofia, o indivíduo reflete sobre si mesmo e pode viver de forma mais lúcida, aplicando na vida os ensinamentos de grandes mestres como Platão, Confúcio, Kant, Sêneca e tantos outros”, é o que afirma o Prof. Luis Carlos Marques, Diretor da Instituição nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
 
Hoje, a organização conta com 80 sedes em todo o país, mais de 4 mil participantes regulares nos seus cursos de filosofia, mais de mil atendimentos médicos sociais a cada ano, cerca de 500 crianças de baixa renda em oficinas de formação complementar, mais de 2.5 mil participantes em atividades culturais, gratuitas, promovidas a cada ano, além de bibliotecas espalhadas em todo o país.
 
“Descobrir os maiores mistérios de cada ser humano e do universo, conhecer os heróis que a humanidade já teve, as ideias que os motivaram, encontrar um sentido de vida que leve em conta valores, virtudes e que seja pautado pela felicidade. Essa é a proposta do curso de Filosofia Prática da Nova Acrópole”, pontua o professor responsável pela Nova Acrópole Cuiabá, Roni Cezar Almeida.
 
Todo o trabalho realizado dentro da escola é voluntário. “Trata-se de um trabalho sinérgico, onde todos ganham um pouco mais de sabedoria. E o que diria Confúcio: cabe ao homem a busca constante pelo aperfeiçoamento”, explica. Entre as disciplinas está o estudo comparado de filosofias, religiões, ciências e artes, a fim de promover o conhecimento do ser humano, das leis da natureza e do universo.
 
O curso de filosofia é dividido em níveis que permitem a pessoas de qualquer idade ferramentas de autoconhecimento e aplicação prática em todos os aspectos da vida. Entre os temas da primeira etapa do curso estão: As 7 dimensões do ser humano; A índia milenar e a batalha interior do homem; A Filosofia Grega e os problemas do mundo atual; Filosofia Romana e a realização do homem; Filosofia Chinesa a vivência da ética como eixo da política; Filosofia Tibetana e o caminho para a sabedoria; Filosofia Budista e o sofrimento do homem entre outros.
 
A Nova Acrópole Cuiabá realiza, no próximo dia 07 de maio, às 19h30, palestra aberta ao público, com o tema ‘Como o homem se realiza’. Mais informações pelo fone: 65-2129-9002/ 9919-1700.  
 
Texto publicado no caderno de cultura da Folha do Estado - 26/04/2014
 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Nova Acrópole completa 30 anos no Brasil

Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Certamente você já se fez essas perguntas? Alguns decidiram esquecer delas frente a rotina maçante de nossos dias, outros, inconformados, foram em busca de respostas, a esses chamamos de Filósofos, ou seja, aqueles que amam à sabedoria. A Organização Internacional de Filosofia, Cultura e Voluntariado Nova Acrópole, foi criada por pessoas como estas que não acreditavam que a vida se encerrasse em um ciclo de nascer, crescer, reproduzir e morrer. Para eles, a vida é um eterno mistério a ser desvelado e as respostas estão guardadas dentro de cada ser humano. Eis o sentido da palavra ‘Educação’, que nada mais é do que ‘Eduzir’, tirar de dentro. Ou seja, descobrir todas as potencialidades humanas de virtudes e valores e expressá-las de modo a deixar o mundo e a vida a cada dia um pouco melhor.
Em toda a história humana existiram esses filósofos, mestres que dedicavam a vida a mostrar ao mundo um sentido maior de existência. Muitos morreram sem jamais terem sido compreendidos. Mesmo assim, suas obras perduraram a história e permanecem tão atuais como se tivessem sido escritas na última década. Não por acaso, já que as angústias humanas permanecem as mesmas.
A consciência de tais valores fez com que homens comuns decidissem também dedicar a vida a uma caminhada de aprender e transmitir esses princípios. Um deles, Michel Echenique Isasa, que nasceu na França, em 1949. Ele descobriu na filosofia um novo sentido de vida e há exatos 30 anos, decidiu trazer a escola ao Brasil. Sua proposta prática e formativa tinha como único objetivo ajudar o ser humano a se conhecer melhor e se aperfeiçoar. Ele entendia que, por meio dela, o indivíduo reflete sobre si mesmo e pode viver de forma mais lúcida, aplicando no dia a dia ensinamentos de grandes mestres como Platão, Confúcio, Kant, Sêneca e tantos outros. No próximo dia 05 de maio, Nova Acrópole recebe uma sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem aos seus 30 anos de atuação no Brasil.
As sementes que Michel plantou deram frutos. Hoje, a Nova Acrópole do Brasil já conta com 80 sedes, mais de 4.000 participantes regulares nos cursos de filosofia, mais de 1.000 atendimentos médicos sociais a cada ano, por meio do Instituto Seraphis, e cerca de 2.500 participantes em atividades culturais gratuitas promovidas periodicamente, além de bibliotecas espalhadas em todo o país. Em Cuiabá, a instituição está presente há 8 anos e possui aproximadamente 100 estudantes. Em 07 de maio abrirá uma nova turma às 19h30.
O curso é dividido em níveis que permitem a pessoas de qualquer idade ferramentas de autoconhecimento e aplicação prática em todos os aspectos da vida. Entre os temas da primeira etapa do curso estão: As 7 dimensões do ser humano; A índia milenar e a batalha interior do homem; A Filosofia Grega e os problemas do mundo atual; Filosofia Romana e a realização do homem; Filosofia Chinesa a vivência da ética como eixo da política; Filosofia Tibetana e o caminho para a sabedoria; Filosofia Budista e o sofrimento do homem entre outros.

Caroline Pilz Pinnow
Jornalista e Estudante de Filosofia na Nova Acrópole Cuiabá

Artigo publicado na Folha do Estado do dia 24/04/2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

ÁSIA CENTRAL E SEUS MISTÉRIOS

Territórios que hoje estão afundados na miséria e nas lutas fratricidas foram um dia testemunhas de um grande esplendor cultural.

Regiões que neste momento registram um alto grau de tensão e convulsão, povos que vivem conflitos que parecem não ter fim, no meio da miséria e do espólio, em outros tempos foram cenário de um encontro entre Oriente e Ocidente. Isso resultou extraordinariamente fecundo para a transmissão do saber e deixou marcas indeléveis que ainda hoje, apesar de tanta destruição, são testemunhas de um esplendor perdido. A História nos apresenta um panorama radicalmente diferente há mais de dois mil anos, em uma região do mundo que dava abrigo a um mosaico de povos, culturas, religiões distintas. Ali surgiram inumeráveis amostras da fecundidade, que são produzidas nas culturas quando a pluralidade e a mistura de elementos e de formas de entender o mundo convertem-se em uma realidade.

Graças a autores gregos como Xantos o Lídio, conhecemos a existência, desde tempos remotos, de comunidades de sábios persas que tiveram acesso aos centros de conhecimento do Oriente Médio, como o da Babilônia, e que influenciaram sábios gregos conhecidos, como Pitágoras ou Platão. São os chamados “maguseos”, seguidores de Zoroastro, ainda que de certa forma heterodoxos da religião oficial exotérica, neles se sintetizava, há muito tempo, a sabedoria do Oriente com o pensamento emergente na Grécia, tal como, com o tempo, se materializariam nas correntes helenísticas.

Os magos persas chegaram a simbolizar com o correr do tempo uma sabedoria original, aparentada estreitamente com o hermetismo, tal como foi representado no Renascimento. Como já se sabe, Alexandre, o Grande e seus sucessores não desmontaram a herança aquemênida que, com tanto cuidado, havia mantido centros de sabedoria, como o da Babilônia, que há muitos séculos vinha desenvolvendo avançadas pesquisas no campo da matemática, astronomia e astrologia. Esse saber antigo valeu aos Magos persas para associar determinados movimentos nos corpos celestes com algum acontecimento importante para a evolução da Humanidade, segundo um conhecimento hoje já perdido.

Há 2.000 anos, os reinos da Ásia Central tinham conseguido a independência perante o poder dos Selêucidas, na realidade a Bactriana, o Irã Oriental, ou seja, o que hoje é o Afeganistão, pátria do sábio Zoroastro, ou Zaradust, e estava interligado com os reinados da Índia, governada pelos Máurias, que tinham adquirido de Seleuco as províncias sul-orientais do Afeganistão, onde se encontram as cidades de Kabul e Kandahar, por quinhentos elefantes e uma princesa.

Revista Esfinge - Edição 41

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Um brinde a vida!


Certa vez ouvi de um grande homem que devemos celebrar nossos laços com as pessoas enquanto elas estão conosco. Nada contra relembrar o passado, mas jamais remoer. Muita gente, incluindo eu mesmo, num passado não muito distante, não ligava para aniversários. "Então a terra deu mais uma volta ao redor do sol desde que eu nasci. E que importância tem isso?".

Oras, toda! Não se comemora a mera existência do aniversariante, e sim os laços que temos com ele. A forma como ele colabora para um mundo melhor. Damos os parabéns para pessoas que conseguem realizar algo grandioso, importante. E, não por acaso, fazemos o mesmo com quem comemora aniversário. Então quem ganha uma corrida merece os parabéns, quem acerta um alvo "na mosca" merece os parabéns, mas quem vive mais um ano não merece?

A vida é tão maravilhosa! Por que não parabenizar quem alcançou mais um ano dela? Vivemos em uma realidade cíclica, os mais curtos são fáceis de perceber: os ponteiros do relógio dão suas voltas, os dias e as noites se intercalam, a revista que assinamos chega todo mês. Mas alguns são mais sutis e nem sempre percebemos. Um estado de espírito que nos envolve sempre em uma determinada época do ano, um tipo de dificuldade que sempre ocorre, cada vez manifestada de forma diferente mas sempre com a mesma raiz. É a vida tentando nos ensinar algo, se não aprendemos de uma determinada forma, ela tenta nos ensinar de outra.

Não ligamos tão facilmente aquela discussão feia que tivemos com nosso amigo num ano, com os problemas com o chefe que tivemos no ano seguinte e com aquela briga que quase terminou o nosso relacionamento meses depois. É a vida, nossa grande mestra, tentando nos avisar "você precisa trabalhar mais o trato com as pessoas". E assim pode acontecer, em qualquer âmbito. Comemoramos as lições aprendidas e as que estão por vir, afinal são oportunidades de aprimoramento.

Comemorar a vida! Existe algo mais belo a se comemorar? Tomando emprestada a mensagem de mais uma grande pessoa: ‘Brindemos a vida pelos sonhos conquistados, pelas sagas vividas lado a lado’.

Colaboração:
Rafael Ferreira
Estudante de filosofia da Nova Acrópole Cuiabá

terça-feira, 22 de abril de 2014

O que significa Entusiasmo?

Você começou esta terça-feira com entusiasmo?

Lembre-se o nosso dia é a gente que faz e já que estamos falando de entusiasmo, que tal descobrir o que essa palavra significa?

“Deus em nós”

“O autêntico entusiasmo é muito mais que uma emoção, embora as emoções possam levar a ele, se forem cuidadosamente dirigidas.  Esse entusiasmo superior vive em um plano mais alto, onde reside a intuição, na própria fonte da inspiração sagrada. Por isso é ‘Deus em nós’, a inspiração divina ou aquilo que os deuses inspiram em nós. As intuições surgem como uma chispa imediata de compreensão total e profunda; são de fogo, como as emoções, mas de um fogo muito mais estável, porque não está submetido ao devaneio da psique nem ao jogo das dúvidas da mente”.
Ou seja, o entusiasmo não pode ser confundido com 'euforia', tem mais a ver com uma postura ativa e serena frente as adversidades. O 'caminho do meio' como dizia Budha, para que possamos vencer com constância a montanha russa da vida.  
Portanto, acenda a chama do entusiasmo. Faça tudo como uma criança que se encanta com o desconhecido e vibra por cada conquista, por cada vitória, principalmente aquelas sobre nossos próprios defeitos.